Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Me deixa fingir, e rir.

Eu vejo tudo embaçado, tento em vão tornar as coisas mais corretas, mas tudo se vai pelos dedos que se machucam com os espinhos. Ah, os espinhos, que são tantos a ferir, e eu vejo e deixo. Deixo, passível, fingindo calma e tranquilidade que na verdade estão bem longe de mim.

Estou tentando correr junto ao tempo, mas ele é veloz e sempre ganha a corrida. Não há chance, mas nessa de fingir, eu finjo que sou capaz, eu finjo auto-controle e, principalmente, finjo algum tipo de esperança que nem devia ter.

Dou algumas risadas para disfarçar, e vou levando.

Sábado, 13 de Junho de 2009

Entrevistinha.

Eu sei, eu sei. Propaganda demais do outro blog e atenção de menos a esse aqui.
Mas não tenho culpa, o Blog no Fim do Universo vale 40 pontos no semestre em Jornalismo Online.

Confiram uma entrevista bem legal que eu fiz com o Daniel Fernandes, autor do blog Caixa de Vinis. Só clicar aqui!

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Lua pra quem?

Quero correr desse vento gelado que bate em meu rosto e deixa minhas mãos frias que mal se movem. Quero ficar assim mesmo como estou agora, acolhida em meus próprios braços, olhando a lua. Tão bonita.

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Palco.

De todas as cadeiras, eu escolhi a mais longe possível para sentar. Não era nada confortável, e havia alguém usando chapéu de palha bem na minha frente. Eu não poderia jamais enxergar qualquer coisa, e também não queria. Estava ali só para dizer que estive e nada mais.

Porém todas as palavras bonitas que saíram quase vomitadas daquele palco me fizeram mudar de idéia, mas eis que era tarde. Eu devia estar na primeira fileira, olhando bem nos seus olhos, em vez de deixá-los vagando pelo espaço lotado sem minha presença. Quis ser orgulhosa e fingir não me importar, mas o arrependimento depois foi maior e doloroso.

Teria algum direito de ir correndo até você, mesmo quando deveria me esconder ainda mais debaixo dessa vergonha? Um abraço, e nada mais. É tudo o que quis fazer.

A ironia é que eu não consigo fingir mágoa, e qualquer frase mais enfeitada eu já me derreto e desculpo.

Então corri.

Sábado, 30 de Maio de 2009

De novo, sempre.

Quero sentir falta do que ainda não aconteceu. Das palavras que não ouvi, dos clichês não inventados, dos cafés que não tomei. Eu quero sentir falta dos bombons que ainda não ganhei, dos beijos que não dei, e das cartas que não recebi nem escrevi.

Quero sentir falta de tudo de bom que ainda não veio para a minha vida, e não sentir falta do que já foi. Eu quero um dia ser capaz de superar a falta que já senti. Eu não a sinto mais, fato. Mas sempre que te vejo eu lembro que senti, e isso dói mais do que se eu estivesse sentindo ainda.

Porque lembrar que já senti sua falta é o mesmo que lembrar o quanto eu acreditei em algo que se transformou no vazio, muito mais do que um namoro que não deu certo. É a incompreensão que ainda bate a minha porta, mesmo dois anos depois. Dois anos. E eu ainda desviando meus caminhos para não te encontrar nunca, sem adiantar.

Eu estou cansada, mas pelo visto não há remédio. Talvez seja aquela mágoa eterna, que todo mundo tem um dia e carrega para o resto da vida.


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Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Atropelamento.

Suave alma, macia
Hoje a borboleta em mim voou
O que posso entender disso?
Acho que o amor me chutou

Nas horas corridas
Noite faminta, nunca alimentada
A borboleta me atropelou, voraz
E até agora estou caída, mutilada